Seguir o tempo, voar até ao infinito perseguir o sonho, a força, a certeza. A certeza da vida, do concreto, do definido e estabelecido. Questionar o universo em busca de algo incerto mas pretendido.
É tão fácil dizer sim, deixar de lado o que não interessa e seguir, indiferente a qualquer sinal. O tempo passa, passa e não pára, foge louco entre os meandros de uma vida pouco esclarecida, inerte e ao mesmo tempo solta e livre para seguir o seu caminho.
Que caminho é esse que nos faz ir e voltar? Onde está alma das coisas, o sentimento puro e desinteressado? Onde está o acordar do mundo? Onde está a memória dos factos, da realidade sentida e desejada?
Milhões de passos são dados todos os dias, sempre pedindo mais e mais e no fim um adormecer de emoções acumulados em mundos perdidos, esquecidos, deixados ao abandono e ao esquecimento, sem nunca terem sido olhados de frente.
Não interessa o que está para lá do muro, à nossa volta gira muito mais que uma força, pronta a explodir ao menor movimento e a deixar bem vincado a marca da sua existência em tudo o que possamos imaginar.
Escolher caminhos, ditar opiniões, fazer escolhas uma composição de temas à nossa disposição, esperando um simples gesto nosso. Ao mínimo roçar de mãos, ao mínimo olhar tudo muda, tudo se altera e é então que percebemos que o nada não existe e deixamos então que o sol caia no horizonte e a lua suba bem alto, ligamos um som e esperamos que o bom da vida nos deixe abraçar o tão desejado sentimento, de poder saborear a tranquilidade de um lar quente e confortável, onde nada mais é pedido do que poder partilha-lo em plena harmonia de forças, tendo a certeza de que aquele momento mudará na certa o rumo do que virá amanhã!
(by Medeia)
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